Nelson Vieira - Master Coach e Palestrante Comportamental

Rio de Janeiro - (21) 4062-7504
São Paulo - (11) 4063-7017

A+ R A-

Doutores da Alegria

Avalie este item
(0 votos)
Doutores da Alegria

Doutores da Alegria: Um novo modelo de gestão?

Quando estive presente no 10º Congresso Mundial de Recursos Humanos, realizado no Rio de Janeiro fiquei inebriado pelas palestras e conhecimentos recebidos e me arriscaria a dizer que todos os profissionais que ali se encontravam, independentemente da área de atuação sentiram o mesmo, uma vez que o tema do evento convergia para conexão entre as pessoas e entre os setores da organização.

Nesse espaço, gostaria de dividir um pouco do muito que conseguimos absorver nesses dias começando por citar o Dr. Oscar Motomura, que abordou acerca das conexões que geram resultados, tendo iniciado pela força da palavra, que segundo o mesmo, tem um impacto significativo sobre todos e faz uma grande diferença nas conexões com outras pessoas, além óbvio, de estreitar ou repelir a construção de parcerias entre os stake holders das organizações.

Diante disso, o mesmo indaga “- a quem o RH realmente serve?”, e nos surpreende com uma resposta óbvia, mas às vezes encoberta diante de tantas prioridades cotidianas. É de conhecimento de todos que uma empresa nasce para servir às necessidades humanas, assim, o RH deve estar preparado para atuar nas fragmentações, ou seja, nos vazios e subterrâneos organizacionais, integrando os setores e desmistificando os desentendimentos causados por boatos, mentiras, fofocas e outros ruídos de comunicação presentes em toda organização. Portanto, o RH deve ter pessoas que realmente entendam de GENTE.

Alguma surpresa até aqui? Talvez para quem é da área, nenhuma, mas fazendo uma reflexão mais lógica e profunda fundamentei uma hipótese antiga e cheguei a seguinte constatação: Se cada diretor, gerente ou mesmo encarregado de setor lida com gente, o mesmo é um gestor de pessoas, logo, é um RH dentro da empresa, sendo assim, os profissionais designados para esses cargos, devem reunir, além da sua competência técnica o conhecimento de gente.

Talvez aí esteja um marco para as grandes transformações corporativas, que podem sim e devem ser radicais, como bem colocou Betânia Tanure, que não apenas citou, mas, mostrou ações efetivas de três presidentes de empresas do “RE”, ou seja, a palavra de ordem nos dias atuais não é mais simplesmente a da instabilidade, como alguns ainda crêem, mas a da busca permanente pela conquista e fidelização dos clientes e parceiros.

Neste sentido, as Empresas devem constantemente se RE-INVENTAR, ou seja, olhar com profundidade as coisas que estão acontecendo, em outras palavras devem ter sensibilidade e se RE-EDUCAR, contribuindo assim para que as pessoas se RE-DESCUBRAM e possam enfim, reinventar todos os dias as organizações, conforme Motomura, que ainda completa afirmando que se fala muito em Balanced Socorecard, mas o conhecimento não é considerado um ativo nas organizações, se o fosse, haveria um alto índice de depreciação.

Desse modo, chegamos a mais uma constatação aparentemente óbvia, a de que o conhecimento deve ser disseminado para todos os stake holders, se o mesmo for monopolizado pela alta gerência, a Empresa estará desperdiçando uma grande oportunidade de ser competitiva num mercado onde as pessoas são o grande diferencial, uma realidade que infelizmente ainda presenciamos em diversas organizações.

Assim, é irrefutável a necessidade de uma profunda transformação cultural promovendo mudanças significativas nas organizações o que requer um estudo e um aprimoramento constante por parte dos profissionais, mas graduação, mestrado e pós já não são mais suficientes, é necessário que os profissionais adquiram o título de doutores ... doutores da alegria ... que estimulem a criatividade, a leveza e a integração, de modo a garantir maior produtividade, para isso vão algumas orientações sugeridas pelo Dr. Motomura: Prestar atenção ao propósito das coisas; não aceitar virar joguete do sistema, pois as pessoas ainda jogam bastante; e, porfim, preservar a ética e fazer as coisas em prol do bem comum, como sinal de respeito à dignidade humana.

No mais, acreditamos que esses três princípios constituem a nova lei que rege a sobrevivência das organizações num mercado cada vez mais competitivo, onde as empresas diferenciadas são as empresas dinâmicas, que têm grande vantagem sobre as empresas estáticas que insistem em manter o mesmo modelo de administração de anos atrás e concluímos este artigo “RE-afirmando” uma “RE-flexão” deixada aos cerca de 4.000 congressistas presentes naquela palestra magna acreditando que sempre vale a pena crer no novo. Afirmou o palestrante: “– Mais vale a lágrima derramada por ter perdido, do que a lágrima derramada por não ter tentado”.

Autor: Nelson Vieira - Master Coach e Palestrante Comportamental

Deixe um comentário


Chat de Atendimento

Assinar Informativo

Cadastre-se e receba novidades por email.

Último Depoimento

Betânia Tavares
Empresária e Artista Plástica
Belo Horizonte / Minas Gerais

Nelson Vieira, minha eterna gratidão por tamanha generosidade em compartilhar seus conhecimentos na maior Arte do planeta: Tocar corações! Grande, forte e saudoso abraço (Só mais esse!...rs). Betânia [...]

Ver depoimento completo » » »

Sua Opinião

O Que Você Achou do Nosso Site?

Visitantes Online

Nós temos 16 visitantes online