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Inteligência Relacional: Um Caminho Para a Paz e Prosperidade

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Inteligência Relacional: Um Caminho Para a Paz e Prosperidade

Após os estudos de Howard Gardner sobre as múltiplas inteligências: Intrapessoal, interpessoal, corporal, espacial, matemática, musical e lingüística, passando pelo best seller “Inteligência Emocional” de Daniel Goleman, a inteligência tem sido foco de estudos e pesquisas para identificação de talentos, potencialidades e mesmo para o autoconhecimento. Esse é um estudo amplo, que desafia a comunidade científica, mas nenhum talvez seja tão complexo e desafiante quanto o estudo dos relacionamentos humanos.

Neste sentido, poderíamos definir a inteligência relacional como a capacidade de lidar bem consigo mesmo e com os outros reconhecendo suas potencialidades e limitações, aceitando-as e respeitando-as de modo incondicional.

É muito fácil relacionar-se com outros indivíduos que compartilham do mesmo ponto de vista, do mesmo padrão de comportamento e pactuam dos mesmos gostos pessoais. Estas pessoas normalmente se reúnem por afinidades e não têm um objetivo específico, o que as leva a apoiarem-se mutuamente estabelecendo uma zona de conforto que gera uma pseudo-segurança.

O desafio começa a ficar evidente quando essas pessoas vêem-se “obrigadas” a compartilhar um ambiente onde prevaleçam as diferenças. Porém, nunca é demais compreender que este ambiente é necessário uma vez que propicia a evolução contínua do indivíduo, levando-o a entrar em contato cada vez mais consigo mesmo de modo a rever idéias, conceitos e comportamentos, por vezes enraizados desde a sua tenra infância.

Aprendi, certa vez, que é a diversidade que enriquece a individualidade, e as empresas, de um modo geral, são propícias para esse desenvolvimento, afinal, você é desafiado a estabelecer conexão com as diferenças o tempo inteiro, são conhecimentos, habilidades, atitudes e histórias peculiares integrados para resultar em um nível de desempenho para o alcance de um objetivo comum.

Neste cenário, aprendemos com o outro, dada a troca de conhecimentos e experiências. E nele, nos permitimos dar e receber afeição, aceitação e sentimento de importância favorecendo o nosso desenvolvimento tanto em nível pessoal quanto profissional já que aprendemos a definir prioridades, a ajustar metas e nos abrir para um intenso processo de mudança.

Em uma referência à Deepak Chopra em sua obra “O efeito sombra”, eu diria que este processo só é possível porque nos leva a confrontar dentro de nós mesmos a nossa luz e as nossas trevas já que nos remete a conectar com a nossa sombra, que dificilmente enxergamos em nós mesmos, mas facilmente identificamos no outro. Porém, ela está lá, pronta para dar o bote no momento oportuno, sabotando os nossos projetos, nossas oportunidades, a nossa própria felicidade. Esta sombra manifesta-se através da nossa preguiça, acomodação, mentiras que contamos para nós mesmos, nossa hipocrisia e outros potenciais sabotadores. E todos temos a nossa sombra, mas, por incrível que pareça, como diria Marianne Williamson, não é ela o que mais tememos, é a nossa luz!

O paradoxo deste embate é que quanto mais fundo nós mergulhamos em nossas sombras, mais próximos da nossa luz nos encontramos, pois ao reconhecer as nossas imperfeições e tudo aquilo que nos atrapalha, temos a dimensão exata de quem somos e em quem queremos nos tornar. Talvez aí esteja o poder da transformação pessoal: O exercício de reconhecer as nossas sombras e transformá-las em significado, legado e essência despertando uma individualidade muito maior e muito mais poderosa, capaz de reconhecer, compreender e aceitar o outro também em sua essência, livre de julgamento e conflito de valores.

Mas, o que torna os relacionamentos difíceis, são basicamente três fatores:

  1. Eu não recebo o que desejo;
  2. Eu não posso dar o que o outro precisa;
  3. Alguém me faz lembrar um relacionamento difícil;

Tais fatores dificultam uma sintonia maior com as outras pessoas simplesmente pela dificuldade de reconhecê-los em nós mesmos. Daí, podemos extrair uma bela lição de relacionamento: Quanto mais nos respeitamos, mais as pessoas nos respeitarão. Porém, se nós não nos amamos e esperamos que o mundo nos ame, inevitavelmente iremos nos frustrar.

Desse modo, é essencial para o bom relacionamento com outras pessoas reconhecer as suas necessidades. De um modo geral as pessoas anseiam por três necessidades psicológicas, são elas: Pessoas querem ser ouvidas; querem ser notadas, reconhecidas; e, querem ter o direito de errar e serem perdoadas.

Aliás, sobre o perdão, as pessoas normalmente cometem um erro vital que é o de perdoar os outros e esperar que o perdoem na mesma medida e quando isso não acontece, ficam decepcionadas e aprisionadas a um sentimento de menos-valia, prejudicando um critério para cultivar bons relacionamentos. A auto-estima!

O perdão está relacionado com a libertação, ou seja, quando você perdoa o outro, ainda que da boca pra fora, você está libertando o outro, mas se o exercício do perdão não é praticado em sua essência a começar por si mesmo, você fica aprisionado remoendo mágoas, rancor e em alguns casos alimentando sentimentos, como: a raiva, a tristeza e o ódio pelo “mal” que possam ter lhe causado. Portanto, o perdão, também, deve começar por nós mesmos para que possamos ter uma boa relação com os demais.

O reconhecimento destes três elementos (ouvir, reconhecer e perdoar) facilita um fundamento essencial para o cultivo de bons relacionamentos: A capacidade de comunicação. Aliás, este processo vai muito além do simples falar e ouvir, é conectar-se com algo muito maior, é estabelecer a mesma frequência de pensamento, fluidez e compreensão. É um exercício de amor.

E é interessante, que segundo o Dr. Gary Chapman, autor do livro “As 5 formas de amor” cada Ser Humano nasce com a capacidade de identificar e receber o amor através de: Palavras de afirmação; qualidade de tempo, que difere da quantidade, é estar com o outro em sua essência; presentes, tais como: lembranças, cartinhas, e-mails e torpedos, em suma, ações simples, mas significativas de manifestar amor; gestos de serviço, como: gentileza, procurar ser útil; e, por fim,  toque físico que consiste em fazer algo de forma intensa, pura e verdadeira, como um abraço por exemplo. Vamos lá, coloque em prática!

Assim, eu ousaria dizer que Inteligência Relacional é o exercício constante da capacidade de amar o outro como se ele nunca tivesse sido amado. Mas para que isto seja possível, você deve amar a si mesmo e não importa com quem você se relacione ou irá se relacionar. Este, é um recurso para que você possa se valorizar, se respeitar, se amar e se compreender sem exigir isso das pessoas, pois isso é o mínimo que você deve fazer com você mesmo. Desse modo, cada vez que você se deparar com alguém que não lhe entenda ou que não lhe respeita, você a reconhece como um mestre que lhe ensina a se respeitar e se entender em sua essência possibilitando a sua evolução contínua.

E, para finalizar, não devemos jamais esquecer que quando nossa vida é centrada em valores que nos são caros, como: respeito, responsabilidade, excelência, alegria, humor, paixão, contribuição e espírito de equipe, vivemos com INTEGRIDADE.

Autor: Nelson Vieira - Master Coach e Palestrante Comportamental

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